Baixa estrutura hospitalar leva Municípios a tomarem medidas duras contra o coronavírus

O vírus do coronavírus (COVID-19) que assola todo o mundo está se espalhando rapidamente, seja por motivo das transmissões por aqueles que possuem os sintomas e assintomáticos (aqueles que não possuem nenhum sintoma) ou seja por falta de conhecimento por recusa a quarentena.

Muitos países tomaram medidas duras para forçar suas populações a se resguardarem em suas residências, aplicando multas e prisões caso os protocolos de segurança sejam descumpridos.

No Brasil, a maioria dos Estado já possui casos confirmados do coronavírus, já no grau de elevado, e por ter uma população mais jovem a transmissão comunitária (quando não se sabe a origem) pode fazer os casos crescerem exponencialmente. De acordo com o Ministério da Saúde, até esta sexta (tarde) já são 970 infectados em 23 estados e no Distrito Federal, e já são 11 mortes no País, duas no Rio de Janeiro e chegou a nove em São Paulo, contando ainda com milhares de casos suspeitos em avaliação.

O governo brasileiro decretou estado de calamidade pública no país em razão da pandemia de coronavírus. O reconhecimento de calamidade pública permite que o governo aumente os gastos públicos e descumpra metas de responsabilidade fiscal para o ano.

Na Bahia, o governo do estado tomou várias medidas através de vários decretos buscando também reduzir a velocidade de contaminação do vírus, entre elas fechando divisas com outros estados e não permitindo circulação de ônibus entre algumas cidades.

Em boletim, a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) confirma 34 casos de coronavírus no Estado, sendo este casos detectados nos municípios de Salvador (18), Feira da Santana (6), Porto Seguro (4); Lauro de Freitas (3), Itabuna (1), Prado (1) e Camaçari (1).

Mesmo não tendo nenhum caso confirmado, todos os municípios da região já tomaram suas medidas cabíveis para tentar evitar uma propagação do vírus de forma rápida, no qual as prefeituras alegam falta de estrutura para enfrentar a pandemia.

Entre as principais medida estão a suspensão de aulas, proibição de eventos e de atividade com aglomerações no período de emergência. Porém, poucos detalharam ou não apresentaram plano de emergência para os primeiros casos que venha a acontecer.

Entretanto, os municípios têm disponível na região um quadro de profissionais da área de saúde, como enfermagem, farmácia, biomedicina e odontologia, que estão sem empregos no momento, cujos poderiam ser contratados temporariamente para reforçar equipe de combate neste ação sanitária, caso seja necessário.

Temendo a contaminação em massa, o ministério da saúde tem alertado que o Sistema Único de Saúde (SUS) pode entrar em colapso se os casos mantiverem a velocidade de infectados até então, o que remete ao mês de abril o período mais crítico.

A região apresenta um quadro grave de disponibilidade de leitos hospitalares para internação, cujo número representa 1,5 leito para cada mil habitante. Do total de 38 leitos, apenas 29 deles não pertencem ao SUS.

Cabe destacar que os leitos mencionados não são Unidades de Terapia Intensiva (UTI) ou Centro de Terapia Intensiva (CTI), sendo que este leitos especializados a redação não obteve informações.

Entre os municípios com estrutura hospitalar com leitos de internação, Muquém do São Francisco é o município que apresenta o quadro mais crítico, por não ter nenhum leito. Assim, caso venha ser necessário o atendimento específico terá que descolar pacientes para cidades vizinhas.

Por outra via, apesar de Bom Jesus da Lapa disponibilizar o maior número de leitos, o município de Ibotirama é aquele que possui a melhor cobertura em termos populacionais, atingindo quase 3 leitos por mil habitantes.

Diante desse quadro que pode se agravar, alguns órgãos vem agindo para que os municípios tomem as devidas providências para combater a pandemia.

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) adotou procedimento administrativo para acompanhar e fiscalizar, de forma continuada, as políticas públicas e a atuação dos gestores municipais (e também estadual) no que diz respeito ao enfrentamento do coronavírus.

O Ministério Público Federal (MPF) também se manifestou recomendando aos diversos órgãos públicos federais que antecipassem as medidas de contenção de transmissão comunitária do novo coronavírus.

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